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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Novo mundo


Mark J. Penn é um analista e estratega americano, principal responsável pela reeleição de Clinton e pela terceira vitória de Blair. No seu livro 75 microtendências aborda pequenas mudanças no retrato da sociedade ocidental.
Não querendo ser extensa, escolhi para uma primeira abordagem, apenas seis, que se relacionam com as relações afectivas

Há mais mulheres solteiras do que nunca. Uma vontade que se torna opção? A obrigatoriedade imposta pelos números? Ambas. A verdade é que existem mais mulheres do que homens e a homossexualidade tem o sujeito no masculino o dobro das vezes. Ser mãe biológica ou adoptiva poderá ter um novo cenário: a ausência do elemento masculino.

Um em cada quatro solteiros afirma já ter procurado o seu parceiro on-line. Os motivos são simples. Poder definir o tipo de pessoa que se procura. Conhecer muitos perfis num curto espaço de tempo. Só nos EUA casam, por ano, mais de 100 mil pessoas, que se conheceram na internet.

O amor á distância é outra das situações. Estar com o companheiro apenas aos fins-de-semana ou uns dias por mês. No mesmo país ou atravessando fronteiras a separação física dos casais duplicou nos últimos 15 anos. A Internet é uma aliada. Os voos lowcost são a invenção do século para quatro milhões de pessoas só nos EUA. Aprender a arte do sexo à distância e partilhar o dia-a-dia são os truques desta nova condição na vida moderna.

As mulheres preferem os homens mais novos. Divorcio. Mulheres confiantes. Avanços científicos na área da cosmética. Três premissas dos números: uma em cada três mulheres solteiras entre os 40 e os 69 anos tem uma relação com um homem mais novo.
Um factor que não pode ser esquecido: o pico sexual de uma mulher está mais alinhado com o de um homem mais jovem.

Relações em casas separadas. A mesma cidade. Um amor correspondido. Casas separadas. Depois do decréscimo do casamento, chegou a vez das uniões de facto.
Mas não se trata de uma imposição! 63 % dos holandeses gosta deste semi-compromisso. 10% dos casais canadianos vive separadamente junto. O gosto pela independência ou a vontade de preservar o espaço dos filhos de relações anteriores parecem as justificações. Não deixam contudo de ser relações menos sérias.

A palavra irmão está em vias de extinção no velho continente. É a era dos filhos únicos.
O número de casais europeus que só tem um filho cresceu 134% nos últimos 40 anos. As consequências vão muito além do típico mimo ou drama social. Uma geração europeia de filhos únicos significa uma classe de cidadãos confiantes, responsáveis, perfeccionistas e com propensão para liderar…

4 comentários:

Turista de Plantão disse...

Excelente pesquisa! Os resultados realmente surpreendem e nos levam a concluir que estamos vendo nascer um novo mundo nas relações humanas, você não acha? Beijk

Vanessa disse...

Interessante e um alivio. Meu filho de um ano será único de tudo correr conforme o planejado . E espero que seja um sujeito feliz.

abraço

Mikasmi disse...

Acho sim Nanda!
Mas não sei se melhor.
Acho-o mais vazio, ninguém dá nem recebe.
Beijos

Nacir disse...

MIKASMI
O APRENDEMOS foi objeto de indicação e comentário no post semanal DOMINGO É DIA DE BLOG publicado no Dr. Negociação.
Espero que gostem.
http://www.adequacao.com.br/blog

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